sábado, 26 de maio de 2012

A FÉ


A melhor definição para fé é a do texto bíblico introduz este comentário. Nesta acepção, ela é a base da esperança que faz o crente seguir adiante, firmado nas promessas de Deus e deixando para trás as dúvidas, incertezas e a incredulidade. Ela é o ponto de partida para o pecador conhecer ao Senhor e receber a salvação. Segundo o apóstolo Paulo, a fé nasce na vida de cada um quando se ouve a Palavra de Deus, que é também o alimento para que ela, a fé, se torne cada vez mais consolidada e robustecida, Ter fé é vital para as relações do crente com Deus. É impossível esta comunhão sem ela, “porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). I – A importância da fé. A - Se você percorrer a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, vai descobrir que ela é o livro que trata das relações do homem com Deus mediante a fé. A fé é de tal importância que o capítulo 11 de Hebreus é considerado como a galeria dos heróis da fé. Eles viveram nos tempos do Antigo Testamento e estavam firmados nas promessas de Deus para o futuro. Leia Hebreus 11. Eles olhavam para a cruz, o divisor entre a velha e a nova aliança. Por causa de sua fé foram massacrados, vituperados, perseguidos, mas em momento nenhum fraquejaram, pois estavam certos da promessa do nascimento de Jesus Cristo, não obstante a verem de longe. B – A fé no Antigo Testamento – Os crentes da atualidade, segundo o escritor do mesmo livro bíblico citado acima, são mais bem-aventurados do que os do Antigo Testamento, No caso dos crentes de hoje, a cruz já está no passado, mas projeta com segurança o fato que se Deus cumpriu a promessa que tantos os heróis da fé almejavam, mesmo que eles não a tenham fisicamente alcançado, Deus dará continuidade ao seu plano até que se consumem todas as coisas. Hb 11.40. Os servos de Deus no Antigo Testamento honraram a fé, e agora, como uma nuvem de testemunhas (Hb 12.1), esperam que os crentes de hoje, também, vão cumprir a sua parte. Só a fé os fez triunfar. Só a fé lhe fará triunfar. C – A fé na vida cristão – Tudo quanto fizermos, se não tiver a fé como base, não terá nenhum sentido. A Bíblia diz que aquilo que não se faz por fé constitui-se pecado (Rm 14.23) !Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). Porque a fé é tão importante na vida cristã? Porque se ela não estiver operando, a incredulidade predomina, gerando incertezas e fracassos. Quem duvida jamais realiza qualquer coisa para Deus. Este sentimento deixa o crente indeciso, o que compromete o seu caminhar vitorioso, pois poderá agir como Pedro que, ao primeiro momento, deu passadas firmes sobre às águas do mar, mas logo começou a afundar. A dúvida deixou-o sem saber se olhava somente para Jesus ou para as circunstâncias adversas à sua volta. D – O objetivo da fé – O autor dos Hebreus, ao concluir sua profunda reflexão sobre a fé, finaliza: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). A fé não pode estar direcionada para outro foco. Se for o caso, não é a fé legitima que se sustenta só no Filho de Deus. Por outro lado, não se trata da fé apenas por causa das obras que ele realizou ou pode realizar, mas daquela que se traduz na certeza pessoal dada a cada crente não só para vencer circunstâncias adversas, se esta for a sua vontade, mas também para você continuar a servi-lo, ainda que seja do agrado de Cristo que você passe pelo vale da sombra da morte. Neste caso, como disse Paulo, o morrer é ganho e significa o triunfo definitivo da fé. A fé foi centrada na pessoa de Cristo que levou os amigos de Daniel a enfrentarem a fornalha de fogo ardente. Eles criam no livramento, mas também criam que aquela circunstância poderia leva-los a presença de Deus. É tanto que disseram ao rei: “Não necessitamos de te responder sobre este negocio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17,18). A visão de Nabucodonosor veio a confirmar esta verdade. Ele viu o quarto homem na fornalha, que não era outro senão o Filho Deus. Para os amigos de Daniel, então, não fazia diferença. Fora da fornalha tinham a proteção do Senhor, na fornalha Ele os acompanhava e se fossem levados para o Céu, ficariam para sempre na sua gloriosa e majestosa presença. Este é, portanto, o cerne da verdadeira fé: Cristo. II – As qualidades da fé. A – Fé para a salvação – Esta fé é aquela que leva o crente a reconhecer os seus pecados e a aceitar o sacrifício de Cristo em seu lugar. Ela é o ponto de partida que introduz o crente à vida cristã mediante o novo nascimento. È como a centelha que dá a partida para fazer funcionar o motor de qualquer veículo. B – Fé vitoriosa – Você vai descobrir que, no exercício da vida cristã, a fé varia de intensidade. A Bíblia fala de “pouca fé” (Mt 6.30), “tanta fé” (Mt 8.10), “fé como um grão de mostarda”(Mt 17.20) “homem cheio de fé” (At 6.5) e sobre “a medida da fé” (Rm 12.6). Isto explica porque uns fazem coisas grandes para Deus, enquanto outros vivem uma vida cristã de menor intensidade. Significa que o trabalho de cada um será, também, proporcional ao tamanho de sua fé. Só fará grandes coisas para Deus quem tiver fé abundante e fundamentada nas promessas do Altíssimo. C – Dom da fé – O Dom da fé situa-se numa dimensão mais profunda. Trata-se da manifestação sobrenatural para a realização de maravilhas, sendo uma particularidade que o Espírito concede ao crente para aquilo que for útil. Está entre os dons espirituais (1 Co 12.11). III – Os efeitos da fé. A – A fé produz salvação – Já foi dito anteriormente que a fé é a base para a salvação. Portanto, o ponto focal da nossa responsabilidade, como crente, é pregar o evangelho para que os pecadores sejam tomados pela fé, reconheçam os seus pecados, confessem que Jesus é o Filho de Deus e o aceitem como único e suficiente salvador. Esta é a mensagem que você como crente, deve levar aos seus amigos. Você precisa sentir a mesma ansiedade do apóstolo Paulo, que afirmou: “Ai de mim se não pregar o Evangelho”. Ou seja, o amor de Cristo deve constrange-lo a proclamar a palavra para produzir fé nos ouvintes para a salvação. B – A fé produz segurança – Quem está em Cristo passa a viver em segurança, mesmo que as circunstâncias à sua volta sejam adversas. Cabem, neste caso, as palavras do salmista. “pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem por sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã”.(Sl 46.2-5). Isto significa que, pela fé, sempre seremos vitoriosos sobre Satanás. Se alguma circunstância levar você ao encontro do Pai, o Inimigo estará vencido para sempre, pois já não poderá intentar nenhum mal contra os salvos. Portanto se você, estiver com Cristo na terra ou no Céu, Satanás será sempre perdedor. C – A fé não vê o fracasso – Aquilo que, na visão de muitos, aparenta fracasso, para o verdadeiro crente é um meio de fortalecer a sua fé e passar a depender mais de Jesus. Quando o apóstolo Paulo afirmava que se considerava fraco, isto servia para ele entender que sem Cristo nada podia fazer. Isto o levou, inclusive, a receber do Senhor o consolo: “A minha graça te basta”. O fracasso eventual, quando olhado por este prisma, é fator de fortalecimento da fé para aprofundar a sua comunhão com Deus. D – A fé conduz a vitória – Para concluir, vale adaptar o texto de um autor desconhecido: “Enquanto a dúvida olha para baixo, a fé olha para o alto; enquanto a dúvida vê o perigo, a fé enxerga a segurança; enquanto a dúvida resvala na incredulidade, a fé se abriga no esconderijo do Altíssimo; enquanto a dúvida afunda no desespero, a fé se agiganta na esperança; enquanto a dúvida pergunta quem crer, a fé responde: “eu creio!”. A fé é o ponto vital de nossas relações com Deus. Também, ela se traduz na certeza pessoal que nos é dada por Cristo. Pode ainda chegar a conclusão, que só fará grandes coisas para Deus quem tiver fé abundante e assentada nas promessas do Altíssimo. Lembre-se que tanto a sua fé como a incredulidade podem contagiar outros que estão a sua volta. Portanto não se deixe levar pela dúvidas ou incertezas e não seja, com seus atos e palavras, um pregador do caos que instile a incredulidade nos que o cercam. Mas seja, isto sim, um proclamador da fé verdadeira, dizendo como Paulo: “tudo posso naquele que me fortalece”.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

RESTAURAÇÃO DO CASAMENTO

“Restaura Senhor a nossa sorte como as torrentes no Neguebe...” Sl 126. 4 O casamento estabelece entre esposo e esposa a mais profunda aliança que pode existir entre duas pessoas. Os dois se tornam uma só carne. A partir daí, a união entre eles deveria ser a mais forte, a mais sólida e a mais resistente, capaz de suportar qualquer ataque interno ou externo. Mas infelizmente não é assim. Todo casamento tem as suas crises e está sujeito ao fracasso. Um casamento pode entrar em crise, pode chegar à beira do abismo, pode até parecer irremediavelmente fracassado, mas também pode ser restaurado. Para isso, algumas atitudes são imprescindíveis: A VONTADE DE RESTAURAR – “Quando um não quer dois não brigam”. “Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” Am 3.3. O ponto de partida para a restauração do casamento é a vontade de restaurá-lo. Quem deseja realmente restaurar o seu casamento e busca ajuda apropriada, ainda que não consiga alcançar o seu objetivo, não perde o tempo, pois ganha amadurecimento emocional, crescimento no caráter e aperfeiçoamento como ser humano. A CONFISSÃO E O PERDÃO – Quando o casamento fracassa, cada um dos cônjuges tenta jogar a culpa sobre o outro. Mas a verdade é que ambos são responsáveis pelo fracasso. E é necessário que eles reconheçam isso e peçam perdão um ao outro. Para o cristão, perdoar não é uma opção é uma obrigação. “Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef 4.31,32). Os amigos de Jó os acusou mas Jó os perdoou: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42.10). A REDESCOBERTA DAS VIRTUDES – “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” Fp 2.3 – Os conflitos entre marido e esposa fazem afundar as virtudes e aparecerem os defeitos. Isso leva cada um a olhar pro outro e só ver os defeitos. Precisamos ter a humildade para reconhecer que o outro tem virtudes, virtudes estas que nos atraíram para o casamento e que precisam serem resgatadas e valorizadas. A RECONCILIAÇÃO COM DEUS – A restauração do casamento tem de passar pelo caminho da reconciliação com Deus. As brigas, os desentendimentos, as mágoas e os ressentimentos causados pelos conflitos conjugais levam o casal a se afastar de Deus. Felizmente o nosso Deus é um Deus perdoador. Davi afundou espiritualmente em suas crises conjugais e existenciais. Adulterou, mentiu, adulou, tramou o mal, matou... Depois se arrependeu conforme relata em alguns salmos, como por exemplo, o Sl 32.1-5. Tentar restaurar um casamento sem restaurar a comunhão com Deus é candidatar-se ao fracasso. CONCLUSÃO – O casamento pode entrar em crise, mas não precisa desfazer-se por isso. Casamentos danificados podem ser totalmente restaurados. Duas pessoas que iniciaram a mais importante e agradável aventura humana, que é o casamento, não precisam desistir diante dos empecilhos. Basta querer sinceramente e buscar de modo correto a solução.