O MUNDO SEM DEUS VAI DE MAL A PIOR
“A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti”. (Sl 73.25)
VERDADE PRÁTICA
O crente como sal da terra e luz do mundo, deve demonstrar à sociedade pós-moderna, através de seu testemunho, a maravilhosa transformação efetuada por Jesus Cristo em sua vida.
LEITURA BÍBLICA
SALMO 53.1-4
1- Disse o néscio no seu coração: não há Deus. Têm-se corrompido e têm cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem.
2- Deus olhou deste os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
3- Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.
4- Acaso não têm conhecimento estes obreiros da iniqüidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocam a Deus.
INTRODUÇÃO
No estudo sobre A IGREJA ANTE OS DESAFIOS DOS ÚLTIMOS DIAS enfocamos os principais desafios dos tempos pós-modernos no tocante às Sagradas Escrituras, a fé em Jesus Cristo e a vida cristã. Vimos que a cosmovisão humana à parte de Deus determina o modo como o povo em geral vê o mundo. Partindo dessa visão geral deformada e deturpada, o homem estrutura suas crenças e formula sua conduta de vida, deixando Deus fora do seu contexto, como se Ele não existisse.
Agora estudaremos principalmente o pós-modernismo como uma filosofia e um estilo de vida. Sua ênfase principal repita-se, é a exclusão de Deus na história, expressada pelo salmista na leitura bíblica acima. Como vimos nesse salmo e em numerosos outros passos bíblicos, os adeptos do antibíblico cosmovisão naturalista, embora se declarem sábios, são de mente entenebrecida. Ver cuidadosamente: Pv 3.7; 9.10; 14.15; Is 5.21; 47.10; Jr 4.22; Rm 1.22; 1 Co 3.19,20; Mt 11.25.
I. AS RAÍZES DO PÓS-MODERNISMO
A Bíblia declara em Ec 1.9 que nada há de novo debaixo do sol. O que aparece de novidade são roupagens da realidade que se repete desde que satanás introduziu o pé no mundo. A iniqüidade é tão antiga quanto a existência do homem. Mudam os atores, mas o enredo é o mesmo, apenas com alguns toques sutis de “modernidade”.
1. As raízes ancestrais. Assim, o pós-modernismo tem suas raízes no Éden, quando o homem rebelou-se contra Deus a fim de fazer a sua própria vontade. As marcas da incredulidade e do materialismo aparecem nos primeiros eventos da história humana, como, por exemplo, na rivalidade de Caim contra Abel (Gn 4.1-16).
Estão presentes também na sucessão dos grandes impérios mundiais vistos por Nabucodonosor como uma grande e esplendorosa estátua em seu sonho (Dn 2.31-45); entretanto, são mostradas por Deus, na visão de Daniel (Dn 7.1-14), como grandes e terríveis monstros por representarem toda a oposição humana contra os desígnios do Altíssimo. As evidencias da rebeldia humana contra Deus, da infância à velhice, d modo velado ou ostensivo, estão por toda parte deste os primórdios da criação.
2. As raízes modernas. Na atualidade, as raízes do pensamento pós-moderno vêm da denominada Era Moderna. Com o avanço do conhecimento humano à parte de Deus, avolumou-se a visão materialista, profana e incrédula da vida com todas as nuances que prevalecem no mundo atual. Em resumo, é o homem querendo assentar-se no trono em lugar de Deus. Até mesmo no terreno teológico e eclesiástico, o pós-modernismo encontra guarida.
Enquanto houve na Era Moderna, no âmbito secular, aqueles que prezavam os fundamentos justos, corretos, legítimos, inabaláveis e de inspiração bíblica da cosmovisão como norma de vida, inclusive alguns famosos cientistas e outros tantos intelectuais; outros procuravam rechaçar esses alicerces cristãos em nome de uma falsa razão que não admiti lugar para fé em Deus segundo as Escrituras. Na mente de tais indivíduos, o espírito satânico de soberba, presunção, engano e rebeldia têm um campo para atuar (Is 14.12-15), resultando no quadro que hoje aí está na sociedade em geral, sem Deus, sem salvação.
II. A FILOSOFIA PREDOMINANTE NO PÓS-MODERNISMO
Qual é a falsa filosofia predominante do pós-modernismo? Quais os conceitos, bem como as conseqüências desse vírus mato na sociedade? Que tipo de religiosidade caracteriza a época presente? Quais são os fundamentos?
1. Uma filosofia que nega a Deus e suas leis absolutas. A essência dos pensamentos pós-modernistas é a negação de Deus e de seus desígnios (v.1). Embora alguns homens da ciência admitam que, dada a precisão com que funciona o Universo, seja impossível negar a existência de uma mente superior, os teóricos da astuta cosmovisão naturalista insistem em continuar afirmando: “não há Deus”. Eles não cessam de declarar que o homem por si mesmo está sempre melhorando, progredindo.
Só há uma explicação para tamanha insensatez: a negação da existência de Deus é uma forma de escapismo para aqueles que rejeitam as leis morais divinas como referenciais para a vida e pensam está livres da prestação de contas de seus atos, naquele Dia, diante do Grande Tribunal do Soberano Deus. É uma tentativa de aliviar suas consciências perturbadas. Preferem o estado de imundícia a terem de honrar o Criador (vv. 2.3).
2. Uma filosofia que nega os conceitos de “certo” e “errado”. A conseqüência disso é a privação do discernimento do que é certo e do que é errado. A exatidão desses conceitos deve ter como ponto de partida, não primeiramente a inteligência, o raciocínio e o julgamento humanos, mas o conteúdo das Sagradas Escrituras, quando corretamente compreendidas e interpretadas. Não é o eu cada um entende como certo ou errado para si mesmo, ou seja, o que é errado para um pode ser certo para outro e vice-versa. No movimento filosófico dos pós-modernistas, o conceito de “certo” ou “errado” é uma questão de escolha pessoal. Não custa repetirmos: ignoram os absolutos morais de Deus como referência para a vida.
Assim, a idéia de família desses tais alienados de Deus não é o mesmo das Escrituras. O conceito da união conjugal viola os padrões bíblicos, que a delimitam como algo restrito ao homem e a sua mulher. A noção de respeito à vida exclui as pessoas gravemente doentes, bem como os nascituros. E o corpo humano é tratado meramente como uma questão técnica. Tudo é reduzido pura e simplesmente a verdades relativas.
3. Uma filosofia que valoriza o paganismo. O pós-modernismo tem um tipo de religiosidade adequada às suas crenças. É o velho paganismo transvestido de nova roupagem para enganar e dá a idéia de algo novo, uma vez que o povo em geral anda sempre em busca de novidades, da mesma forma que os gregos incrédulos citados em At 17.21. Na tentativa de apaziguar o ser humano em sua necessidade espiritual, o panteão pós-modernista tem espaço para deuses de todos os tipos, preponderando, hoje, a adoração do que se denominou equivocadamente de “mãe natureza”; atividade comum ao movimento religioso-filosófico Nova Era que é ocultista.
A palavra de ordem para esse tipo de convivência é a chamada tolerância religiosa. Só que essa expressão, ao invés de ser usada para referir-se apenas ao livre-arbítrio de cada um em questão de fé, é empregada, de forma unilateral e equivocada, contra os crentes em Cristo a fim de negar-lhes o direito de propagarem as suas convicções. (At 16.16-40).
III. O PÓS-MODERISMO COMO UM ESTILO DE VIDA
Por último, no enganado e também enganoso pós-modernismo, a forma de pensar determina o estilo de vida de cada pessoa. Assim, o pós-modernismo, não é só uma filosofia. Ele impõe também uma maneira de viver compatível com os seus maléficos princípios filosóficos.
1. Um estilo egocêntrico. Trata-se, sobretudo, de uma forma que privilegia o egocentrismo. É evidente, à luz da Bíblia, que todo ser humano tem inerente em si a sua individualidade. Entretanto, está não exclui ninguém da vida em comunidade, dos justos e benéficos interesses coletivos, nem da certeza de que um dia cada um há de prestar contas com Deus de todos os seus atos (1 Co 10.24; Fp 2.4; Rm 14.12).
Portanto, há enorme diferença entre a individualidade em si mesma e o estilo egocêntrico que se propaga qual epidemia na sociedade pós-moderna. Nela o homem é o centro. O fim de tudo, o topo de todas as coisas. O “eu” ocupa todo o espaço em todos os lugares.
2. Um estilo hedonista. Com um abismo conduz a outro abismo, o egocentrismo leva ao hedonismo, que é “uma doutrina filosófica, segundo a qual, o prazer individual e imediato é o supremo bem da vida humana”. O melhor símbolo para o hedonismo pós-modernista é o consumismo, que envolve quatro atitudes básicas como finalidade última da vida: ter, comer, beber e folgar.
O divino Mestre não só no sermão da Montanha, mas também quando proferiu a parábola do rico insensato (Lc 12.13-21), expressou o comportamento desta sociedade materialista que estamos abordando. Veja que o Senhor esclarece de inicio, em seguida, apresentar o personagem que é o retrato do hedonismo, em cujas atitudes aparecem os elementos a pouco descritos; ter, comer, beber, folgar.
CONCLUSÃO
Cabe reiterar que tudo isso decorre da ausência de algo bastante simples, mas ao mesmo tempo absolutamente essencial na vida do homem: a sua fé em Deus e a certeza de que Ele é o seu bem maior, que o criou com propósitos claramente definidos, entre eles o de adorá-lO e servi-lO como o Criador e Sustentador do Universo.
GLOSSÁRIO
Egocentrismo: Exclusivismo que faz o indivíduo referir tudo a si próprio; egoísmo; amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios.
Nova Era: movimento filosófico, religioso, místico e panteísta que propõe uma ligação direta do ser humano com o seu deus interior, usando o autoconhecimento e dispensando a religião.
Panteão: Templo dedicado a vários deuses; politeísmo.
Tolerância Religiosa: É o ato de respeitar confissões de fé distintas sem implicar em qualquer discriminação, rejeição e proselitismo.
Fonte: Lições Bíblicas CPAD
E agora como viveremos?
A resposta cristã para tempos de crise e calamidade moral
Comentário: GEREMIAS DO COUTO
Consultor Doutrinário e Teológico: ANTONIO GILBERTO
4° trimestre de 2005
9 de Outubro de 2005

